InovaçãoNewsSustentabilidade

C.A.S.E., CEBDS e SBCOP apresentam estudo que analisa 128 soluções climáticas e socioambientais

A iniciativa capitaneada pela Climate Action Solutions and Engagement (C.A.S.E.) traz visibilidade às soluções climáticas já implementadas pelo setor privado na América do Sul.

C.A.S.E./CEBDS/SBCOP/Clima/Meio ambiente.

A C.A.S.E. (Climate Action Solutions & Engagement), iniciativa idealizada por Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Marcopolo, Natura, Nestlé e Vale, divulgou na quarta-feira (18) o estudo “Brasil: potência global de soluções”, elaborado pela consultoria global Accenture. O material analisa 128 soluções climáticas e socioambientais identificadas em articulação com CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e SBCOP (Sustainable Business COP). Lançada no ano passado, a C.A.S.E. atua para dar visibilidade às soluções climáticas já implantadas pelo setor privado e com potencial de escala internacional. 

No estudo, as iniciativas foram organizadas em nove eixos temáticos estratégicos, como transição energética, bioeconomia e restauração florestal ,com foco em implementação e potencial de escalabilidade. A metodologia utilizada considerou a análise de soluções de acordo com critérios como impacto, escalabilidade, cobertura, maturidade, transversalidade e inovação. Além do recorte temático, o relatório permite observar padrões de escalabilidade e mapear fatores que aceleram a adoção, como mecanismos financeiros, governança e tecnologia. 

“Coalizões voluntárias demonstram o espírito do Mutirão da COP30 e refletem o nosso chamado de passar da negociação à implementação. Iniciativas como a Climate Action Solutions & Engagement ilustram esse esforço coletivo e o estudo apresentado demonstra soluções práticas, que podem ser compartilhadas e replicadas”, disse o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. “Iniciativas alinhadas à Agenda de Ação da COP30, que promovem mudanças na escala e na dimensão que precisamos, fortalecem o Acordo de Paris e ampliam sua implementação.”  

“O trabalho realizado pela C.A.S.E. é uma demonstração de que o Brasil é um provedor de soluções climáticas. Agora, um dos principais desafios é escalar algumas dessas soluções a nível global. O estudo mapeia gargalos e obstáculos para avançar concretamente na expansão e na aceleração dessas soluções. Após a COP30 consolidar a agenda de implementação, precisamos, a partir desses casos reais, alinhar as regulamentações nacionais e internacionais e os instrumentos financeiros necessários para viabilizá-los, garantindo que tenham o impacto necessário” destaca Ana Toni, CEO da COP30  

O relatório registra sinergia das soluções mapeadas com os planos de ação definidos na COP 30, realizada em Belém (PA), com os eixos temáticos da Action Agenda (conjunto de iniciativas e entregas práticas associadas à COP) e com os temas do Plano Clima do governo brasileiro, em linha com a orientação de foco na implementação.  

“A metodologia foi desenhada para conectar a questão climática à economia real, mapeando e entendendo o que, na prática, apresenta resultado concreto e potencial de escala. Ao avaliar as soluções do setor privado brasileiro através de fatores como maturidade, impacto, capacidade de replicação e possibilidades de financiamento, conseguimos visualizar um retrato objetivo de como diferentes setores já estão transformando a agenda climática em modelos de negócio viáveis e com potencial de expansão”, afirma Patricia Feliciano, Diretora‑Geral de Sustentabilidade para a América Latina da Accenture. 

Principais achados

A conexão entre implementação e financiamento aparece entre os principais achados do estudo:  100% dos eixos estratégicos apresentam correlação com produtos financeiros já existentes. O mapeamento considerou cinco instituições financeiras e identificou 21 instrumentos aplicáveis, indicando que a ampliação de escala depende de estruturação de capital e condições de execução ao longo do ciclo dos projetos. 

A transição energética foi o eixo mais frequente entre as soluções analisadas, com iniciativas voltadas à descarbonização de cadeias produtivas e da infraestrutura energética. Entre os exemplos estão o caminhão 100% elétrico desenvolvido no Brasil, o briquete de minério de ferro que reduz  o impacto ambiental da produção de aço e o uso de drones na construção de linha de transmissão, reduzindo a supressão de vegetação. 

Bioeconomia e restauração florestal também aparecem entre os destaques do relatório. No primeiro caso, o estudo aponta a combinação entre tecnologia, conhecimento tradicional e inovação produtiva. No segundo, reúne soluções baseadas na natureza voltadas à recuperação de áreas prioritárias, recomposição de paisagens e geração de benefícios para territórios e comunidades. 

Outros eixos analisados

O relatório também reúne soluções em infraestrutura e economia circular, com iniciativas ligadas à mobilidade, logística, segurança hídrica, eficiência energética, logística reversa e reaproveitamento industrial. Entre os exemplos mapeados estão transporte coletivo sustentável, semeadura natural de nuvens associada à segurança hídrica, produção de polietileno a partir de etanol de cana-de-açúcar e rerrefino de óleo lubrificante usado. 

No eixo de financiamento climático, o estudo destaca instrumentos financeiros associados a critérios ambientais e socioambientais. Entre os exemplos estão mecanismos de apoio à recuperação de pastagens degradadas e estruturas voltadas à conservação ambiental. Em transição justa, o relatório reúne iniciativas ligadas à capacitação, à inclusão produtiva e ao fortalecimento de capacidades técnicas, como programas de formação em finanças sustentáveis e apoio à descarbonização de pequenas e médias empresas. 

O estudo também mapeia soluções em biocombustíveis, voltadas à descarbonização do transporte e ao avanço de alternativas energéticas de menor emissão. Em agricultura regenerativa, o foco está em iniciativas relacionadas à rastreabilidade, ao manejo sustentável e à mensuração da pegada de carbono em cadeias agroindustriais. 

Ao reunir essas experiências, o relatório aponta que o Brasil tem condições de ampliar a implementação de soluções climáticas já em curso, com participação ativa do setor privado e espaço para ganho de escala por meio de investimento e coordenação. O relatório completo está disponível em https://casesolutions.com.br/

Sobre a C.A.S.E.: 

A C.A.S.E. é uma iniciativa articulada por Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Marcopolo, Natura, Nestlé e Vale com o objetivo de posicionar o Brasil como protagonista na agenda climática global e o setor privado brasileiro como articulador de soluções para os desafios globais de clima, natureza e pessoas. Trata-se de uma iniciativa coletiva e colaborativa que busca evidenciar iniciativas concretas já em curso no Brasil, com potencial de escala internacional. A C.A.S.E. promove diálogos qualificados, articulação estratégica e mobilização multissetorial, reforçando a imagem do país como capaz de conciliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade e justiça social. Em 2026, a C.A.S.E. segue comprometida em contribuir para a construção de um legado duradouro da presidência brasileira da COP, com o fortalecimento da Agenda de Ação e o avanço na superação de barreiras que ainda limitam a transformação em escala. 

Sobre a Accenture

A Accenture é uma empresa líder em soluções e serviços que ajuda as maiores organizações do mundo a se reinventarem, fortalecendo seu núcleo digital e liberando o poder da IA para criar valor com agilidade em toda a empresa. Fazemos isso ao reunir o talento de aproximadamente 784 mil pessoas com nossos ativos, plataformas proprietárias e relações profundas com o ecossistema. Nossa estratégia é ser o parceiro de reinvenção preferido dos clientes e ser o melhor lugar do mundo para se trabalhar, com foco no cliente e habilitado por IA. Por meio dos nossos Reinvention Services, reunimos capacidades em estratégia, consultoria, tecnologia, operações, Song e Industry X, combinadas à nossa profunda expertise setorial, para criar e entregar soluções e serviços aos nossos clientes. Nosso propósito é cumprir a promessa da tecnologia e da criatividade humana, e medimos nosso sucesso pelo valor 360° que criamos para todos os nossos stakeholders. Visite-nos em accenture.com

Sobre o CEBDS

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) é uma associação civil sem fins lucrativos que promove, desde 1997, o desenvolvimento sustentável no Brasil, por meio da articulação junto aos governos e à sociedade civil, além de divulgar os conceitos e práticas mais atuais do tema. Voz do setor empresarial, o CEBDS reúne cerca de 120 dos maiores grupos empresariais do país, além de ser o representante brasileiro do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que está presente em 36 países e conta com 200 empresas associadas no mundo. 

Sobre a SBCOP

A Sustainable Business COP (SBCOP) é uma iniciativa pioneira criada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em cooperação com o governo brasileiro e a Presidência da COP30, com o objetivo de promover o debate e ampliar a participação e a influência do setor privado na agenda climática global. Inspirada no sucesso do B20, o que se pretende com a SB COP é institucionalizar a participação do setor empresarial nas Conferências de Clima da ONU (COPs). Hoje, o movimento já representa  mais de 40 milhões de empresas, de 60 países, mobilizadas por meio de confederações nacionais de setores empresariais, associações industriais, câmaras de comércio e coalizões, entre outras instituições. A SB COP é reconhecida pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) como uma Ação Climática Global no âmbito da Parceria de Marrakech. Mais informações em: https://sbcop30.com/ 

Leia também: Consumo Consciente: Entenda a importância

Siga o Portal ESGS no LinkedIn: portal-esgs
Siga o Portal ESGS no Instagram: @portalesgs

Mostrar mais

Cínthia Souto

Mercadóloga, especialista em Gestão Estratégica para ESG e Sustentabilidade, Comunicação Corporativa, Comunicação para ESG e Sustentabilidade, Assessoria de Imprensa, Eventos e Mídia. Aprendendo a desaprender, vive e trabalha em prol de um planeta mais justo, sustentável e regenerativo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

EGO Notícias EGO Notícias
Botão Voltar ao topo